Pra que tanta coisa?




Esse ano decidi fazer diferente, fazer minha parte pra ajudar esse mundão a entrar nos trilhos. Parece besteira, mas, se cada um fizer um pouquinho, tudo pode mudar, né?

A primeira coisa que estive analisando foi meu guarda roupa. E não demorei muito para perceber o quanto de coisa que eu tinha entulhada dentro dele. Apesar de ter deixado de dividir o meu espaço, as minhas bagunças tinham multiplicado e ocupavam um lugar que antes conseguia ser meu e da minha irmã. Meu guarda-roupa gigante estava pequeno pra mim. 

Mas, pra que tanta coisa?

Só de roupa, as gavetas explodiam. A maior parte tinham deixado de me servir fazia tempo, ou simplesmente não se encaixavam mais no meu  estilo de vestir. Camisetas velhas, shorts rasgados, roupas que, infelizmente, só serviriam para pano de chão, ainda assim todas elas continuavam ali, guardadas como tesouros preciosos, ocupando espaços importantes, deixando tudo com uma cara de sujo e relaxado.

Li em algum lugar que um quarto organizado é o reflexo de uma mente organizada. E sim, meu quarto estava como a minha cabeça: uma zona de guerra. Mas tinha chegado a hora de colocar um ponto final em toda aquela bagunça.

Coisas, coisas e mais coisas. Me descobri apegada a tantas coisas, que nossa... Ficou difícil dizer adeus a elas. Mas, como meta é meta, eu vou dobrar a minha rs. É uma delicia poder ter um guarda roupa limpo, ter só o necessário de roupas, aquelas boas, bonitas e duráveis. Aprender a valorizar o que tenho, e não acumular coisas desnecessárias. Quanto menos temos, menos queremos ter. O nosso tempo e dinheiro podem ser investidos em coisas eternas, na criação de memórias e laços afetivos. Coisas vão ficar. Vamos morrer e daqui nada vamos levar. Por que ficar com tantos itens parados se podemos movimentar a nossa vida sem eles?

Mas calma, não foi (está sendo) fácil assim. O processo já dura três meses e pode acreditar, ainda tem bagunça pra dizer adeus. De roupa, eu consegui doar mais da metade do meu guarda roupa. Aquelas que não serviriam para doação foram encaminhadas para a minha área de serviço, ótimas para limpar o chão e tirar o pó rs. Porém, ainda olho pro guarda-roupa e percebo que tenho muita tranqueira. Preciso diminuir mais a quantidade e focar de verdade na qualidade. Não ter medo de pagar o que essas peças valem, valorizando toda a mão de obra e material que foram usados na fabricação da peça. Claro que pra isso eu preciso conhecer a marca por trás da peça e as pessoas que fazem a máquina girar.

Um processo demorado, mas que vale a pena. São pequenas atitudes que trazem um benefício gigantesco pra sociedade em que estamos inseridos. De pouco em pouco, fazendo o muito. Acreditem, funciona!

Vamos falar mais sobre isso? Teremos posts sobre consumo consciente e o maravilhoso mundo do slow: slow fashion, slow food, moda sustentável e todas essas maravilhas. 

Me acompanham nessa?


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